15.4.05

Os dias que passam

Gostava de poder compreender. Não consigo, assumo. É demasiado nubloso, a minha percepção nada descortina. Podia-te ter pedido que me explicasses. Não servia. A minha confiança em ti havia-se esvaído, acredito que me mentias, como fizeres antes. Para me poupar, disseste quando te confrontei com os factos. Ser poupado de quê? Tinhas-me destruído, impossível ser-te-ia causares-me mais danos. Não te perdoo especialmente por isso, pela mentira que dizias ser hedionda.

Todos os dias o sol nasce. Com eles, a esperança de que num farei novamente pazes comigo. A mente mantém-se demasiado torturada e tortuosa para que as consiga lavrar celeremente. Não faz mal, é uma questão de readquirir confiança. Em mim. Com esse passo dado a normalidade retomará o seu lugar legítimo. E eu também, só ou acompanhado mas com o espírito em sossego.