28.4.05
Páginas Maria
Há uns tempos um tipo confidenciou-me o seguinte, referindo-se a elas:
Só me calham mamãs. Será algum sinal?
Serei estéril?!
Escusei-me a responder-lhe.
Só me calham mamãs. Será algum sinal?
Serei estéril?!
Escusei-me a responder-lhe.
27.4.05
26.4.05
25.4.05
Resposta simples
Quem não se cansa de viver sem esperança?
Ou sem a esperança que tudo um dia termine...
Ou sem a esperança que tudo um dia termine...
21.4.05
Aguarda, pode ser?
Gosto de ti. Mas continuam a haver forças mais fortes.
E ela diz que sim, concorda. Para a semana segue a continuação. Não se espere, todavia, cura milagrosa.
Os timings devem ser respeitados. Particularmente os meus.
20.4.05
17.4.05
15.4.05
Dormente
O sono vem devagar. Sem pressas. Dias seguidos que sonhei contigo. Por isso tenho medo de dormir. Por isso, o sono vem devagar. Devagar, a impor-se à resistência que conscientemente lhe edifico. Ganha, ele ganha sempre. Todas as noites temo, todas noites clamo por descanso onde só podes inexistir.
A tua presença moldou-se em tormento. A tua presença que era o céu na terra; ou talvez minta, talvez nunca o tenha sido, talvez eu assim tivesse querido que fosse. Perenemente afastada de mim, nesta ruptura sem reversão, permaneces inalteradamente presente. Não sei se te odeie ou ame. Confundes-me. Ou sou eu que me confundo. Porque vives? Porque existes ainda tão viva em mim? Perdi a conta de quem responsabilizar; se eu, se tu. Se ninguém, o mais certo.
O sono vem devagar, devagar ainda que determinado a executar a sua missão. Não lhe é possível resistir, a este dogma também ele constituinte dos quotidianos. Se não os vences, aflora-os como aliado. Participa dele, insinua-lhe que queres sossego, negocia. Cedes aqui e ali, alvitrando que surgirá com espontânea naturalidade, provendo-te da promessa que amanhã despertarás sem recordar que também aquele sagrado monstro que ela foi – é – não esteve presente.
Podes então, neste armistício, vislumbrar o firmamento que paira por cima de todas as cabeças, recolher ao ninho, desejar-te num sussurro uma boa-noite, e abraçar um sono que vem mais célere que outrora. Em breve será manhã.
A tua presença moldou-se em tormento. A tua presença que era o céu na terra; ou talvez minta, talvez nunca o tenha sido, talvez eu assim tivesse querido que fosse. Perenemente afastada de mim, nesta ruptura sem reversão, permaneces inalteradamente presente. Não sei se te odeie ou ame. Confundes-me. Ou sou eu que me confundo. Porque vives? Porque existes ainda tão viva em mim? Perdi a conta de quem responsabilizar; se eu, se tu. Se ninguém, o mais certo.
O sono vem devagar, devagar ainda que determinado a executar a sua missão. Não lhe é possível resistir, a este dogma também ele constituinte dos quotidianos. Se não os vences, aflora-os como aliado. Participa dele, insinua-lhe que queres sossego, negocia. Cedes aqui e ali, alvitrando que surgirá com espontânea naturalidade, provendo-te da promessa que amanhã despertarás sem recordar que também aquele sagrado monstro que ela foi – é – não esteve presente.
Podes então, neste armistício, vislumbrar o firmamento que paira por cima de todas as cabeças, recolher ao ninho, desejar-te num sussurro uma boa-noite, e abraçar um sono que vem mais célere que outrora. Em breve será manhã.
Os dias que passam
Gostava de poder compreender. Não consigo, assumo. É demasiado nubloso, a minha percepção nada descortina. Podia-te ter pedido que me explicasses. Não servia. A minha confiança em ti havia-se esvaído, acredito que me mentias, como fizeres antes. Para me poupar, disseste quando te confrontei com os factos. Ser poupado de quê? Tinhas-me destruído, impossível ser-te-ia causares-me mais danos. Não te perdoo especialmente por isso, pela mentira que dizias ser hedionda.
Todos os dias o sol nasce. Com eles, a esperança de que num farei novamente pazes comigo. A mente mantém-se demasiado torturada e tortuosa para que as consiga lavrar celeremente. Não faz mal, é uma questão de readquirir confiança. Em mim. Com esse passo dado a normalidade retomará o seu lugar legítimo. E eu também, só ou acompanhado mas com o espírito em sossego.
Todos os dias o sol nasce. Com eles, a esperança de que num farei novamente pazes comigo. A mente mantém-se demasiado torturada e tortuosa para que as consiga lavrar celeremente. Não faz mal, é uma questão de readquirir confiança. Em mim. Com esse passo dado a normalidade retomará o seu lugar legítimo. E eu também, só ou acompanhado mas com o espírito em sossego.
11.4.05
10.4.05
Tu
Não gosto de ti, não para que sejas mais que passatempo a ritualizar os meus desenrolares.
Não gosto de ti, mas mais do que para te usar para isto.
Beijinhos, linda.
Não gosto de ti, mas mais do que para te usar para isto.
Beijinhos, linda.
4.4.05
Reset
Estranhamente, o fim de semana aconteceu sem ter sido mau de todo. É um princípio. Uma deixa, que entreabre a hipótese de que algo está a mudar. Para melhor, arrisco sugerir.
O pior acontece quando regresso a casa. Então também tu voltas, um passado que assombra sem deixar sossego.
Pareço um sistema operativo que crasha sempre à mesma hora, subvertido por um qualquer software malicioso.
Então, só já no leito se processa, lentamente, um reset que trará o dia seguinte. Aguardando que a sorte avance com o primeiro desinfectado dos teus resquícios.
O pior acontece quando regresso a casa. Então também tu voltas, um passado que assombra sem deixar sossego.
Pareço um sistema operativo que crasha sempre à mesma hora, subvertido por um qualquer software malicioso.
Então, só já no leito se processa, lentamente, um reset que trará o dia seguinte. Aguardando que a sorte avance com o primeiro desinfectado dos teus resquícios.

